INDÚSTRIA 4.0

Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial é um termo que engloba algumas tecnologias para automação e troca de dados, Internet das Coisas e Computação em Nuvem. Ela facilita a visão e execução de Fábricas Inteligentes com as suas estruturas modulares, os sistemas monitoram os processos físicos, criam uma cópia virtual do mundo físico e tomam decisões descentralizadas. Com a internet das coisas, esses sistemas comunicam e cooperam entre si e com os humanos em tempo real, e através da computação em nuvem, os serviços internos são oferecidos e utilizados pelos participantes da cadeia de valor.

O termo teve origem de um projeto estratégico de alta tecnologia do Governo Alemão, que promove a informatização da manufatura. A primeira revolução industrial mobilizou a mecanização da produção usando água e energia a vapor. A segunda revolução industrial, então, introduziu a produção em massa com a ajuda da energia elétrica. Em seguida veio a revolução digital e o uso de eletrônicos e Tecnologia da Informação para automatizar ainda mais a produção. Este termo foi usado pela primeira vez na Hannover Messe. Em outubro de 2012, o Grupo de Trabalho na Indústria 4.0, presidido por Siegfried Dais (Robert Bosch GmbH) e Henning Kagermann (German Academy of Science and Engineering) apresentaram um conjunto de recomendações para implementação da Indústria 4.0 ao Governo Federal Alemão. Em abril de 2013, novamente na Feira de Hannover, o relatório final do Grupo de Trabalho da Indústria 4.0 foi apresentado.

São seis princípios de projeto na Indústria 4.0. Esses princípios orientam as empresas a identificarem e a implementarem os cenários previstos:

  • Interoperabilidade: a habilidade dos sistemas ciber-físicos (suporte de peças, estações de montagem e produtos), dos humanos e das Fábricas Inteligentes
    de se conectarem e se comunicarem entre si através da Internet e da Computação em Nuvem.
  • Virtualização: uma cópia virtual das Fábricas Inteligentes é criada por sensores de dados interconectados (que monitoram processos físicos)
    com modelos de plantas virtuais e modelos de simulação.
  • Descentralização: a habilidade destes sistemas nas Fábricas Inteligentes de tomarem decisões sem intervenção humana.
  • Capacidade em tempo real: a capacidade de coletar e analisar dados e entregar conhecimento derivado dessas análises imediatamente.
  • Orientação a Serviço: oferecimento dos serviços (dos sistemas ciber-físicos, humanos ou das Indústrias Inteligentes) através da Computação em Nuvem.
  • Modularidade: adaptação flexível das Fábricas Inteligentes para requisitos mutáveis através da reposição ou expansão de módulos individuais.

  • Localização

  • Avenida Antártico, 381, 14°andar
  • São Bernardo do Campo, São Paulo - SP
  • CEP: 09726-150